quinta-feira, 3 de junho de 2010

Formação do sistema imune - outras barreiras

Dando continuidado ao nosso último post, sobre a formação do sistema imunológico humoral e celular, vamos completar nossas informações com a formação e a função das barreiras anatômicas dos organismos.
As barreiras físicas ou anatômicas são inespecíficas. Ou seja, não tem a capacidade de reconhecer antígenos e ataca-los de maneira específica.
As barreiras físicas podem ser de 4 tipos: as barreiras anatômicas, as barreiras fisiológicas , as barreiras fagocíticas ou endocíticas e as barreiras inflamatórias.

Barreiras anatômicas representam a primeira linha de defesa de um organismo contra um agente patogênico. E ela é formada pela pele e por membranas de mucosa.
A pele é uma barreira mecânica que retarda a entrada de um microorganiso, seu PH baixo (entre 5 -6) também representa um avanço para conter os microorganismos que porventura queiram invadir o organismo.


Pele: uma barreira física que impede que qualquer organismo microscópico invada o corpo.

Se formos falar sobre as membranas da mucosa, devemos nos lembrar que nesses locais temos uma flora natural. Flora esta que compete contra os eventuais microorganismos por alimento. O muco, por sua expessura, aprisiona os microorganismos estranhos. Já os cílios, presentes principalmente no trato digestório e no respiratório, com seus batimentos, conseguem expelir microorganismos para fora do corpo.
Já as barreiras fisiológicas, temperatura, ph, baixo e mediadores químicos, auxiliam o corpo nas batalhas contra microorganismos invasores. A temperatura, por exemplo, a resposta febril inibe o crescimento de certos patógenos, assim como o PH baixo do estômago inibe o crescimento de microorganismos e alguns vírus...
E as duas últimas barreiras, as barreiras fagocíticas e inflamatórias, que iremos tratar hoje com mais profundidade.

Após as barreiras físicas serem ultrapassadas, o microorganismo invasor se depara com células fagocíticas que são responsáveis por se ligarem, ingerirem e destruírem os corpos estranhos.

Essas células fagocíticas pertencem a dois sistemas imunes complementares: o mielóide composto de células respostas rápidas e porém que duram pouco tempo e o sistema mononuclear- fagocitário com células de ação lenta e capaz de fagocitarem várias vezes, como tratamos no post passado.

O sistema mielóide possui células derivadas da medula óssea com citoplasma preenchido com grânulos,por isso o grupo é chamado de granulócito. Dependendo de com qual corante cada tipo reage, são chamados de basófilos, eosinófilos ou neutrófilos.

Os neutrófilos são os mais comuns na corrente sanguínea, representam de 20 a 30% dos leucócitos sanguíneos nos ruminantes e roedores de laboratório em condições normais, porém se estiverem acometidos por alguma infecção bacteriana seu número pode aumentar cerca de 10 vezes. Sua principal função é a de fagocitar partículas estranhas, isso pode em quatro etapas: quimiotaxia, aderência, ingestão e digestão.

Na primeira etapa os neutrófilos são atraídos quimicamente para o interior de tecidos por causa do aumento do caráter adesivo de células endoteliais nas paredes dos vasos sanguíneos. Na segunda, ao encontrar uma bactéria ligada a uma proteína positivamente carregada (anticorpo, por exemplo) ai então pode se ligar a um neutrófilo de superfície compatível. A molécula responsável por essa ligação e pelo processo de fagositose é chamada opsonina. Em seguida há formação de pseudópodes que vão inglobar a bactéria. A maior ou menor facilidade do englobamento depende da superfície da bactéria. Por último, a quarta etapa pode ocorrer de duas maneiras diferentes: geração de radicais oxidativos (explosão respiratória) ou digestão por enzimas líticas liberadas dos grânulos citoplasmáticos.

etapas da fagocitose

Basófilo.


Outra célula originada na medula óssea é o eosinófilo, que é ativo nas reações de hipersensibilidade do tipo I (reação inflamatória aguda mediada pela IgE ligada a mastócitos e basófilos, reações alérgicas). Também destroem parasitas invasores lançando grânulos do seu interior que são capazes de destruir lombrigas, por exemplo, além de fazerem fagocitose.


Eosinófilo.


Por último, os basófilos, que têm a mesma origem de neutrófilos e eosinófilos (medula óssea) é o grupo de menor porcentagem no sangue, por volta de 0,5% dos leucócitos não são comuns em tecidos extravasculares, mas podem penetrá-los quando estimulados por linfócitos. Participam de reações alérgicas.

Neutrófilos.

Quanto as barreiras inflamatórias, teremos um post especial pra tratar sobre elas no futuro.
Esperamos que o texto tenha sido completo! Dúvidas, comentários e sugestões, comentários!
E para o próximo post: colostro! até a próxima quinta!
Abraços, equipe imunologando

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